EDIÇÃO 02 // Dança Contemporânea: O Espetáculo que Antônio Nóbrega trouxe a Florianópolis

O Espetáculo que Antônio Nóbrega trouxe a Florianópolis

                                                                                      

*Daniela Fernandes Bristot

Na segunda semana de maio deste ano, dos dias 07 a 11, ocorreu na Universidade Federal de Santa Catarina a IV Semana da Dança. Repleta de oficinas e apresentações, contou na noite de terça-feira (08/05) com uma aula-espetáculo do músico e dançarino recifense Antônio Nóbrega. O espetáculo prometeu e cumpriu lotar o auditório Garapuvu do Centro de Cultura e Eventos da universidade. Com repertório recheado de tradições populares brasileiras, Antônio juntamente com outros dois bailarinos seus, trouxe a energia do povo brasileiro aos palcos e a todos que estavam na plateia.

Recifense, nascido em família com boas condições financeiras, fato que ele mesmo relata no espetáculo, Antônio cresceu estudando o clássico na música e na dança, não tendo contato com as maravilhas culturais brasileiras que estavam tão perto e ao mesmo tempo tão longe dele.  Aos poucos foi se envolvendo com o popular brasileiro na área da música, trazendo também para a dança, e hoje, com décadas de carreira, é uma influência da música e dança no Brasil. Apesar de não ser conhecido pelas televisões, seus espetáculos são disputadíssimos, sendo assim um exemplo vivo de que o teatro resiste. 

Foto: Henrique Almeida- 08/05 no Auditório Garapuvu UFSC

A aula-espetáculo intitulada “Com Passo Sincopado” quebra a quarta parede ao falar com o público sobre as experiências do artista, interagir com o público pedindo para dançarem conforme a música que ele mesmo e seus bailarinos tocam em instrumentos de percussão, e ao explicar o que é Passo Sincopado.

Muitas saídas e entradas dos bailarinos ao palco, jogo de iluminação e diferentes músicas, possibilitaram a diversidade de sequências apresentadas na noite. Nóbrega e seus bailarinos pareceram usar de uma energia sobre-humana, o que pode ser explicado por apresentar aos sulistas a cultura que nãé desta região; pelo Brasil ser tão rico culturalmente que nem chegamos a ter tanto contato com todas as suas formas. Assim que cada sequência terminava, o público vibrava. E, ao acharmos que já tinha se dado ao fim do espetáculo, Antônio volta ao palco cantando, tocando e convida a todos da plateia para dançar junto. Com exceção de Nóbrega que estava no palco tocando e cantando, todos de mãos dadas, em meio a cadeiras, em um lugar improvável de acontecer dança, com muitas pessoas aglomeradas que limitavam a possibilidade dos movimentos acontecerem, dançamos juntos; provando que a dança além de unir as pessoas, não se limita, e pode acontecer em qualquer lugar.

*Graduanda de Artes Cênicas/UFSC

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